segunda-feira, 19 de abril de 2010

Oração a Santo Expedito

Oh Deus, que a intercessão do Mártir Santo Expedito, nos recomende junto a tua Divina Bondade, a fim de que por auxilio, possamos obter aquilo que por nossos pobres méritos não podemos alcançar.

Te pedimos Senhor, que orientes com tua Graça, todos os nossos pensamentos, palavras e ações, para que possamos com coragem, prontidão e em tempo, chegar a um bom término de todos os nossos compromissos e alcançar um final feliz de nossos planos por nosso Senhor Jesus Cristo.

Assim seja.

Tá ruim, mas tá bom?

Tá ruim, mas tá bom?

Você é daquelas pessoas que costumam dizer: ruim com ele, pior sem ele...? É do tipo resignado, que afirma: "tá ruim, mas tá bom...?" Sai desse lugar! Sai dessa lama! Porque nada de ruim serve pra gente.

Nada que seja "mais ou menos", "meia-boca" ou "capenga" pertence a nós. Desculpem as gírias, mas eu tenho que dizer mais uma: "é ruim, hein!!" Isso, sim, é que é ruim: pensar que o bom, o bem, o certo, o agradável, o prazeroso não pode ser nosso.

Por que nivelar por baixo o desejo, se a vida, em si, é coisa de grandeza infinita? Pra quê sentir que não merecemos coisas que trazem prazer e felicidade?

O amor tem que ser ótimo! O emprego tem que ser ótimo! O sonho, então... esse tem que ser grandioso!

É saudável pensar no melhor... É bom escolher o que for mais bacana pra nós. Ruim é perder o bonde da vida, com o que ela tem de mais gostoso... A gente está aqui pra comemorar vitórias... E não pra ficar com as migalhas da festa dos outros. Afinal, de que tamanho você se enxerga?

É pequenininho assim... ou é esse "tantão" de pessoa importante? Querer pouco, quando a vida oferece muito pra gente, é falta de atenção... É falta de cuidado com a própria felicidade.

Texto: Lena Gino

Para isso somos feitos (Vinicius de Moraes)

sábado, 13 de março de 2010

Para isso fomos feitos
Para isso fomos feitos:

Para lembrar e ser lembrados Para chorar e fazer chorar Para enterrar os nossos mortos —

Por isso temos braços longos para os adeuses Mãos para colher o que foi dado Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:

Uma tarde sempre a esquecer Uma estrela a se apagar na treva Um caminho entre dois túmulos —

Por isso precisamos velar Falar baixo, pisar leve, ver A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer: Uma canção sobre um berço Um verso, talvez de amor Uma prece por quem se vai —

Mas que essa hora não esqueça E por ela os nossos corações Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:

Para a esperança no milagre Para a participação da poesia Para ver a face da morte —

De repente nunca mais esperaremos... Hoje a noite é jovem; da morte, apenas Nascemos, imensamente.

Vinicius de Morais
 
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